Teste de Papanicolau para prevenção do cancro do colo do útero

O que é o teste de Papanicolau?

O teste de Papanicolau, também conhecido como esfregaço cervical, é realizado para verificar quaisquer alterações nas células do cérvix. O cérvix é a parte inferior do útero (ventre), que se abre para a vagina (o canal por onde se faz o parto). O teste de Papanicolau identifica infecções, células cervicais fora do normal (doentes) ou cancro cervical.


Tabela de conteúdo

  1. Porque é preciso de fazer o teste de Papanicolau?
  2. Todas as mulheres devem realizar este exame?
  3. Com que regularidade deve realizar o teste de Papanicolau?
  4. Quem não precisa de realizar estes testes com regularidade?
  5. Fui submetida a uma histerectomia. Preciso de fazer estes exames?
  6. Como reduzir as hipóteses de desenvolver cancro cervical?
  7. O que deve saber sobre os vírus do papiloma humano?
  8. Como saber se contraí o vírus do papiloma humano?
  9. Como se preparar para o teste de Papanicolau?
  10. Devo fazer o exame se estiver menstruada?
  11. Como é realizado o exame?
  12. Quando recebo os resultados?
  13. O que é um resultado “fora do normal”?
  14. O meu exame teve um resultado “fora do normal,” e agora?
  15. O resultado do meu teste deu um “falso positivo.” O que significa isso?
  16. Vídeo sobre o exame

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Porque é preciso de fazer o teste?

O teste de Papanicolau pode salvar a sua vida. Com ele é possível detectar a existência de cancro cervical nas suas etapas iniciais. As hipóteses de sobrevivência ao cancro cervical são muito elevadas quando ele é detectado no início. Os exames de Papanicolau também permitem encontrar infecções e células cervicais fora do normal, que se podem transformar em células cancerosas. O tratamento pode prevenir o desenvolvimento de cancro cervical na maioria dos casos.

Realizados regularmente, os testes Papanicolau constituem o melhor método de prevenção do cancro cervical. De facto, a realização regular destes exames contribui para a redução do número de casos de cancro cervical e de mortes relacionadas.

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Todas as mulheres devem realizar este exame?

É importante que todas as mulheres façam o exame de Papanicolau, assim como os exames pélvicos, incluindo-os na rotina dos seus cuidados de saúde. Você deve fazê-lo se já tiver 21 ou mais anos.

As mulheres que já entraram na menopausa (quando os períodos deixam de aparecem) ainda precisam de fazer o exame com regularidade. As mulheres com mais de 65 anos de idade podem discutir com os seus médicos a paragem dos exames se tiverem obtido 3 testes de Papanicolau com resultados normais seguidos nos 10 anos precedentes.

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Com que regularidade se deve realizar o teste de Papanicolau?

Depende da sua idade e do seu histórico de saúde. Fale com o seu médico para saber o que é melhor para si. A maioria das mulheres pode seguir estas indicações:

  • A partir dos 21 anos, e depois faça um a cada 2 anos.
  • A partir dos 30 anos de idade e se os seus exames deram resultados normais nos últimos 3 anos, discuta com o seu médico a possibilidade de espaçar os testes de Papanicolau para 3 anos.
  • Se tem mais de 65 anos, pergunte ao seu médico se pode parar com os testes.

Discuta com o seu médico o aumento da frequência dos testes se:

  • Tem um sistema imunitário fraco devido a um transplante de órgão, quimioterapia ou utilização de esteroides.
  • A sua mãe tomou diethylstilbestrol (DES) durante a gravidez
  • Se tem VIH.

Todas as mulheres que têm VIH, o vírus que provoca a SIDA, estão em maior risco de desenvolver cancro cervical e outras doenças cervicais. O U.S. Centers for Disease Control and Prevention recomenda que todas as mulheres que sejam diagnosticadas com o VIH façam um exame de Papanicolau inicial e que o repitam após 6 meses. Se ambos os testes derem resultados normais, estas mulheres poderão fazer os testes anualmente no futuro.

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Quem não precisa de realizar estes testes com regularidade?

As únicas mulheres que não precisam de realizar estes testes com regularidade são:

  • Mulheres acima dos 65 cujos últimos 3 testes deram resultados normais e que não obtiveram resultados fora do normal nos 10 anos precedentes, e que receberam dos seus médicos a indicação de que não precisam de realizar mais exames.
  • As mulheres que não têm cérvix e que têm um risco muito baixo de desenvolver cancro cervical. Estas mulheres devem falar com os seus médicos antes de cessarem os testes de Papanicolau.

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Fui submetida a uma histerectomia. Preciso de fazer estes exames?

Depende do tipo de histerectomia (cirurgia para remover o útero) que realizou e do seu histórico de saúde. As mulheres que foram submetidas a uma histerectomia devem falar com os seus médicos sobre a necessidade de realizar os exames com regularidade.

O cérvix é normalmente removido em conjunto com o útero durante a histerectomia. Este tipo de intervenção é designado de histerectomia total. As mulheres que foram submetidas a uma histerectomia total, por outras razões que não o cancro, podem não necessitar de realizar este exame com regularidade. As mulheres que realizaram a histerectomia total devido à existência de células fora do normal ou de cancro devem ser testadas todos os anos para despistar a possibilidade de cancro vaginal, até apresentarem três resultados normais de seguida. As mulheres que removeram apenas o útero e que ainda têm cérvix precisam de fazer exames de Papanicolau com regularidade. Todas as mulheres que realizaram histerectomias devem continuar a consultar os seus médicos e a realizar exames pélvicos.

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Como reduzir as hipóteses de desenvolver cancro cervical?

Para além da realização dos testes de Papanicolau, a melhor forma de evitar o cancro cervical é evitar contrair o vírus do papiloma humano (VPH). O VPH é a maior causa de cancro cervical. A infecção com o VPH é também umas das doenças sexualmente transmissíveis (DST) mais comuns. Assim, a mulher aumenta a probabilidade de vir a desenvolver cancro cervical se:

  • Iniciar a vida sexual antes dos 18 anos
  • Tiver vários parceiros sexuais
  • Tiver parceiros sexuais que já tenham tido outros parceiros sexuais
  • Tiver ou já tenha tido alguma DST

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O que deve saber sobre os vírus do papiloma humano?

Os vírus do papiloma humano (VPH) compõem um grupo com mais de 100 vírus diferentes.

  • Cerca de 40 tipos de VPH são transmitidos através do sexo.
  • Alguns tipos de VPH podem causar cancro cervical se não forem tratados.
  • A infecção com um VPH é uma das doenças sexualmente transmissíveis mais comuns (DST).
  • Cerca de 75% das pessoas sexualmente activas vai contrair um VPH durante a sua vida.
  • A maioria das mulheres com o VPH não tratado não desenvolve cancro cervical.
  • Alguns VPH provocam verrugas genitais mas estes VPH não provocam cancro cervical.
  • Como os VPH raramente apresentam sintomas, a maioria das pessoas são sabe que está infectada.

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Como saber se contraí o vírus do papiloma humano?

A maioria das mulheres não sabe que contraiu um VPH. Normalmente ele fica camuflado e não provoca quaisquer sintomas, como as verrugas. Quando o VPH não desaparece por si só, ele pode provocar alterações nas células cervicais. Os testes de Papanicolau geralmente detectam estas alterações.

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Como se preparar para o teste de Papanicolau?

São vários os factores que podem influenciar os resultados dos exames, lavando ou camuflando células cervicais fora do comum. Assim, os médicos sugerem que nos dois dias que antecedem o teste as mulheres evitem:

  • Lavagens vaginais
  • Utilização de tampões
  • Utilização de cremes, supositórios e medicamentos vaginais
  • Utilização de vaporizadores ou pós desodorizantes vaginais
  • Relações sexuais

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Devo fazer o exame se estiver menstruada?

Não. Os médicos recomendam que marque o seu exame de Papanicolau para uma altura em que não esteja com o período. A melhor altura para o fazer é 10 a 20 dias depois do primeiro dia sem menstruação.

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Como é realizado o exame?

O seu médico pode realizar o exame durante um exame pélvico. É simples e rápido. Quando você se encontra deitada na marquesa o seu médico introduz na sua vagina um instrumento chamado espéculo, aumentando o seu diâmetro para poder observar o cérvix. De seguida, a médica vai utilizar uma escova ou uma vara especial para recolher algumas células no interior e nas proximidades do cérvix. As células são então colocadas numa lâmina de vidro e enviadas para o laboratório para serem examinadas. Embora seja indolor, algumas mulheres consideram este exame desconfortável.

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Quando recebo os resultados?

Normalmente os resultados são entregues em três semanas. Na maioria dos casos os resultados são normais. Mas se revelarem algo fora do normal o seu médico vai entrar em contacto consigo para marcar mais exames. Resultados fora do normal podem ter várias explicações. Normalmente não significa que você tem cancro.

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O que é um resultado “fora do normal”?

Pode ser assustador ouvir que obteve um resultado “fora do normal”. Mas normalmente este tipo de resultado não significa que você tem cancro cervical. Na maioria dos casos o resultado identifica algum pequeno problema no cérvix.

Algumas células alteradas formam cancro. Mas na maioria dos casos estas células doentes desaparecem por si só. O tratamento destas células previne o cancro cervical na maioria dos casos. Se obteve um resultado fora do normal fale com o seu médico para saber o que significa.

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O meu exame teve um resultado “fora do normal” e agora?

Podem existir vários motivos por trás de um resultado “fora do normal”. Se os resultados do teste de Papanicolau não forem claros ou revelarem uma pequena alteração nas suas células cervicais, o seu médico vai provavelmente repetir o teste.

Se o novo teste identificar alterações sérias nas células cervicais, o médico vai pedir exames mais específicos. Os resultados destes exames ajudam o médico a definir a melhor linha de tratamento. Entre estes encontram-se:

  • Colposcopia: O médico utiliza um instrumento chamado colposcópio para observar as células da vagina e do cérvix em maior detalhe.
  • Curetagem endocervical: O médico recolhe uma amostra de células do canal endocervical com um pequeno instrumento em forma de colher chamado cureta.
  • Biópsia: O médico recolhe uma pequena amostra de tecido cervical. A amostra é enviada para o laboratório para ser estudada ao microscópio.

Recentemente, a FDA aprovou o LUMA Cervical Imaging System, para a captação de imagens cervicais. Este sistema também pode ajudar os médicos a observar as área do cérvix onde é mais provável a existência de células pré-cancerosas. Os médicos utilizam este aparelho logo após uma colposcopia. Este sistema ilumina o cérvix e observa de que forma as diferentes áreas do cérvix respondem a esta luz. Por último o sistema constrói um mapa de cores que ajuda o médico a decidir onde deve realizar mais exames aos tecidos através de uma biópsia. As cores e os padrões observados no mapa ajudam o médico a distinguir um tecido saudável de um tecido que pode estar doente.

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O resultado do meu teste deu um “falso positivo.” O que significa isso?

Os exames de Papanicolau nem sempre são 100% correctos. Podem surgir falsos positivos e falsos negativos nos resultados. Isto pode ser aborrecido e confuso. Um falso positivo ocorre quando a mulher é informada que o seu resultado indicou a presença de células cervicais “fora do normal” quando na realidade elas são normais. Se o seu médico lhe disser que os resultados deram um falso positivo, não há qualquer problema.

Um falso negativo ocorre quando a mulher é informada que as suas células estão normais e, na realidade, existe um problema nas células cervicais que não foi detectado. Os falsos negativos atrasam o diagnóstico e o tratamento de células cervicais doentes. Mas a realização destes exames com regularidade aumenta as hipóteses de detecção de problemas. Se as células doentes não forem detectadas uma vezes, muito provavelmente sê-lo-ão no próximo exame.

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Vídeo

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Publicado em Saúde sexual
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